3 cachoeiras em Cunha para conhecer em uma tarde

3 cachoeiras em Cunha para conhecer em uma tarde

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Quando marcamos nossa lua de mel em Cunha, queria ir a uma cachoeira para dar aquela renovada de energia antes de ir para a Itália, aproveitar para agradecer o universo, enfim, essas coisas good vibes que o contato com a natureza nos traz.

Então, no nosso planejamento, tínhamos um período para ir à cachoeira do Pimenta. Mas, na cidade, acabamos descobrindo outras duas que ficam perto e também são de fácil acesso. Então, por que ir em uma cachoeira se podemos ir em três??

Cachoeira do Mato Limpo

A primeira delas foi indicada pelos donos da pousada que ficamos. “Fica do lado da estrada, dá para ver do carro mesmo”, indicaram. Então, marcamos no Google Maps e fomos até lá.

De fato, fica na beira da estrada mesmo, numa curva, no sentido Cunha-Paraty. Das três, é a que fica mais afastada nessa estrada – as outras duas ficam num acesso de terra bem antes.

É uma queda d’água pequena, mas está ali. Dá para parar o carro num recuo a poucos metros e ir molhar o pé na água, ou levar uma “chuveirada” da cachoeira.

Mas não é um lugar propício para banho ou para passar a tarde; é, de fato, uma cachoeira de passagem. Quando visitamos, tinha um grupo de motoqueiros que parou ali para apreciar e tirar fotos; um deles até entrou nela com a moto e parou numa pedra perigosamente molhada.

Não entramos na cachoeira do Mato Limpo, porque buscávamos uma na qual pudéssemos lagartear um pouco. Então, voltamos para o carro e retornamos quatro quilômetros na estrada que vai até Paraty para pegar o acesso até a famosa cachoeira do Pimenta.

Vai para Cunha? Recomendo muito a pousada Viajantes do Tempo: é bem localizada, com ótimo custo-benefício, acomodações excelentes e atendimento super atencioso!

Cachoeira do Pimenta

É a mais famosa de Cunha e mais visitada por turistas. Tem até alguma estrutura, como um restaurantezinho e banheiros.

Para chegar até ela, é necessário pegar uns 20 minutos de uma estrada de terra que não é das mais amigáveis: estreita, cheia de subidas desafiadoras e descidas íngremes demais, ela é parte da Estrada Real, que, nesse trecho, ligava o litoral (em Paraty) ao interior (Ouro Preto, em MG).

Aliás, essa é uma das coisas que mais senti falta nos posts que li sobre Cunha: todo mundo fala que as cachoeiras são lindas, mas ninguém comenta que chegar nelas não é lá tão fácil!

Enfim, a primeira vista da cachoeira do Pimenta é, na verdade, de uma barragem, herança da antiga hidrelétrica que atendia a região. Li, depois, que essa água até hoje abastece a cidade.

Há algumas quedas d’água e é possível passar por todas descendo por uma trilha de dificuldade média. Em vez disso, seguimos a recomendação de um rapaz que morava em frente à barragem e, depois de invejar a vista da varanda dele, seguimos um pouco mais pela estrada, passamos por um portal de madeira e, aí, haja freio: o caminho até a parte mais baixa da cachoeira é pavimentado, mas muito, muito íngreme! Estacionar ali também não é tão fácil; as vagas são concorridas, mas dá para deixar o carro na descida (e, aí, haja freio de mão).

Como fazia tempo que não chovia em Cunha quando fomos, a queda d’água estava um pouco murcha. Mas, ainda assim, dá para apreciar o quanto a natureza foi generosa com a região e passar um bom tempo mergulhando na grande piscina que ela forma, deitado na sombra de alguma árvore ou fazendo um churrasquinho.

Se você gosta de um pouco mais de paz e calmaria quando vai a uma cachoeira, provavelmente não vai gostar tanto assim da Pimenta. Então, hora de pegar o carro e ir para a terceira do dia: a do Desterro.

Cachoeira do Desterro

É a mais escondida das três. A cerca de 10 minutos de carro da Pimenta, ela fica numa propriedade privada, mas é permitido o acesso sem pagar nada. É só passar a porteira (e, como é pedido, fechá-la depois de entrar), estacionar o carro entre os pés de bambu e fazer uma trilha bem tranquila, onde a maior dificuldade será desviar do esterco.

Ao longo dela, pode-se encontrar umas quatro quedas d’água. Mas, logo na primeira, a vista panorâmica é de tirar o fôlego!

Continuando a descida pela trilha, há acessos para os diversos níveis. Como em todos tinha alguém, exceto no que dava a primeira queda, ficamos por ali.

Meu marido sentou na sombra de uma pedra (dá para ver na foto acima, embaixo do paredão!) enquanto eu fiquei no banco de areia formado no meio da piscina. A essa hora, o sol já não estava tão forte e foi delicioso ficar com metade do corpo na água gelada e a outra metade esquentando no sol, ouvindo apenas o barulho da cachoeira e dos pássaros. <3

A melhor cachoeira de Cunha

No dia seguinte, conversando novamente com os donos da pausada, descobrimos que a do Desterro é menos frequentada que a do Pimenta mesmo. Eles contaram que outros hóspedes não gostam dela por ser muito longe e isolada; nós gostamos justamente por isso! Já para eles mesmos, que moram na cidade, visitar a do Mato Limpo de vez em quando é suficiente.

Ou seja, não tem como dizer qual a melhor ou a pior! Depende do que você procura quando vai fazer esse tipo de passeio.

Vale lembrar que Cunha é uma região cheia de belezas naturais e que um dos maiores atrativos é justamente o ecoturismo. Então, essas três cachoeiras que citei no post foram as que visitamos, mas há diversas outras para conhecer por ali 😉

O que mais você quer ver de Cunha? Conte nos comentários! 🙂

Mapa

Vídeo

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  • Sobre

Giovana Penatti

Oi 🙂 Meu nome é Giovana, sou jornalista e criei o Beijo e Ciao para falar sobre viagens: dicas de passeios, lugares incríveis, experiências transformadoras e as dores e alegrias de morar fora! Originalmente, sou de Piracicaba-SP. Hoje, moro na Itália. Para saber mais sobre o blog e entrar em contato, clique aqui!

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