Home office nao e isso

Home office não é isso

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Eu trabalho em home office há anos – seja full time, seja fazendo freelas pra pagar o cartão de crédito quando eu não tinha lá muito controle da minha grana. Eu posso te dar dicas de como ser mais produtivo, como precificar seu trabalho, como encontrar clientes, como explicar pra sua família que você não está vagabundeando na internet… E, principalmente, posso garantir: isso que estamos vivendo não é o dia a dia de quem trabalha remotamente.

Convenhamos, nem tinha como ser: o mundo inteiro saiu da normalidade, e, no caso de quem não pôde ver (ou optou por ignorar) a onda chegando e se preparar para ela, o “normal” foi levado embora de surpresa. Então, as adaptações para esse modo novo de viver também não poderiam ser normais.

Eu costumo dizer que nem todo trabalho pode ser remoto, mas toda área pode ter uma oportunidade remota. Só que, para isso, é preciso identificar essa oportunidade e preparar o terreno para ela. Não é algo que se faz de um dia pro outro; é quase uma transição de carreira! Mas não foi o que aconteceu com quem, de repente, teve que começar a trabalhar de casa.

O trabalho remoto é mais do que home office: é location-independent. Em português: além de escritório em casa, é independente da localização. E isso faz muita diferença no dia a dia do trabalho, porque permite que você escolha de onde vai trabalhar: pode ser da sua casa, sim, mas também de um café, de um coworking, uma biblioteca… Basicamente, tendo seu computador e uma conexão à internet, você está no escritório.

Quantos posts neste blog já foram escritos diretamente de um café no interior da Itália???? Eu não saberia dizer.

Mas uma coisa é ficar em casa porque quer; outra, porque não pode sair. Com o isolamento sendo a melhor forma de evitar o vírus, a vida em poucos metros quadrados se torna uma obrigação. E, sabendo que o inimigo está lá fora, estar aqui dentro não é, necessariamente, algo tranquilo.

No pacote do home office que foi descoberto durante a pandemia, vem um monte de outras coisas de brinde. Logo de cara, a ansiedade e preocupação com o futuro, que ninguém sabe como – e quando – será. Agora, a família toda está em casa o tempo todo, o que cria toda uma nova dinâmica familiar com a qual todo mundo tem que aprender a conviver.

A adaptação a um novo modo de viver por si só já tem uma curva de aprendizado; nestas circunstâncias, essa curva é achatada à força: é esperado que você continue trabalhando como antes, com foco laser em meio a toda essa loucura, como se nada estivesse acontecendo lá fora ou além do seu computador; como se ver seus colegas em vídeoconferências que existem só “para não perder o contato humano” não fosse uma perda tempo que, no fim, te faz trabalhar ainda mais; como se o trabalho fosse a única coisa que precisa ser adaptada em meio à pandemia, ignorando as necessidades da sua família, seus momentos de lazer e sua saúde mental.

Confie em mim: trabalhar remotamente não é assim!

O limite de vida pessoal e profissional não é sempre fácil de traçar. Para quem trabalha remotamente, é fácil perder a noção do tempo e passar tempo demais trabalhando. E, quando a vida profissional simplesmente invade a sua casa, sem nenhum planejamento ou preparo prévio e não tem dia para ir embora, fica mais fácil ainda.

Mas não é impossível. Passado o susto inicial, a vontade de aprender tudo rapidamente e se adaptar a um cenário em que absolutamente nada é como era há um mês, dá pra traçar limites, entender o que funciona melhor e criar seu próprio escritório em casa – com pausa pro café, horário de almoço e computador que desliga depois de tal hora. E, talvez, quando tudo isso passar, a gente esteja pronto para rever a relação que tem com o trabalho – de horas trabalhadas a permissões de home office, que é algo que a maioria das empresas tem calafrios só de ouvir falar, mas elas mesmas devem estar vendo de outra forma agora.

Eu tento ser positiva; em meio a uma pandemia, não temos muita escolha, né?

Se você está chegando agora à nossa ilha remota e está achando tudo muito estranho, invasivo e atropelado, fica o aviso: não é assim que funciona, mas não está normal pra ninguém, em lugar nenhum do mundo. Mas, se já está se sentindo à vontade por aqui, seja bem-vindo: se você nunca mais conseguir se dar muito bem em um escritório de novo, tem sempre lugar pra mais um.

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Video: 5 dicas para ter foco no home office

Home office não é isso

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Giovana Penatti

Oi 🙂 Meu nome é Giovana, sou jornalista e criei o Beijo e Ciao para falar sobre viagens: dicas de passeios, lugares incríveis, experiências transformadoras e as dores e alegrias de morar fora! Originalmente, sou de Piracicaba-SP. Hoje, moro na Itália. Para saber mais sobre o blog e entrar em contato, clique aqui!

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