Orto Botanico de Padua: o passeio “obrigatorio” que ninguem te contou

Orto Botânico de Pádua: o passeio “obrigatório” que ninguém te contou

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…Mas, como eu sou uma pessoa boa, eu te conto! 😉

Para quem chegou agora: eu estou morando em Pádua, ou Padova, há duas semanas. Eu já conhecia a cidade, então já tinha visitado os principais pontos. Mas tinha um passeio específico que eu tinha guardado para uma estação mais quente, com folhas mais verdes e, quem sabe, até flores: o Orto Botanico!

Ele é o jardim botânico mais antigo do mundo e foi criado em 1545 para estudos da Universidade de Pádua – que, aliás, é a segunda mais velha do ocidente, atrás apenas da Universidade de Bolonha. E, sim, as duas estão abertas até hoje!

Hoje, é dividido em duas partes: a primeira, mais antiga, é o Horto Cinctus; a segunda, mais recente, é o Jardim da Biodiversidade.

Mas vamos por partes! 😉

Orto Botanico de Pádua: a parte antiga

Essa parte, que corresponde ao Orto Botanico “original”, tem vários canteiros com plantas do mundo todo. Elas são divididas entre medicinais, venenosas, raras ou em extinção, além das estufas com suculentas, cactos, plantas de áreas rochosas, exemplares históricos, plantas que chegaram na Itália por meio do jardim botânico (tipo a BATATA e o GIRASSOL, juro! Imagina que não tinha batata na Itália antes de um exemplar ser trazido para ser estudado no jardim botânico?? Nem os campos de girassol da Toscana existiriam sem ele??), entre outros.

Mesmo para quem não é tão louco das plantas, é um passeio muito legal. Primeiro, porque essa parte mais antiga é linda. Não tem um ângulo que escapa aos olhos, mesmo no outono, com os galhos já ficando sem folhas. Imagino na primavera, com tudo mais florido, como deve ser lindo!

Para quem gosta de parar um pouco e admirar, essa parte também é cheia de bancos. Ou seja, perfeita para visitar com calma mesmo, dedicar um tempo para estar em meio à natureza, no silêncio.

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Segundo, existem algumas plantas bem interessantes aqui! Elas estão assinaladas no mapa que você pega na entrada, como o cedro do Himalaia, que foi o primeiro do tipo trazido para a Itália, em 1828; a magnólia, de 1786; a ginko biloba de 1750, que é uma planta masculina, mas teve um enxerto de uma feminina; e a palmeira de Goethe, que leva esse nome por ter surpreendido o escritor durante sua visita em 1786.

Essa palmeira, que foi plantada em 1585 e é a planta mais antiga do jardim todo, é tão impressionante que inspirou Goethe para escrever A Metamorfose das Plantas, livro no qual descreve suas teorias sobre botânica com base na observação. Isso foi há mais de 230 anos; imagine hoje como ele ficaria surpreso ao ver a planta com mais de 11 metros de altura!

A palmeira do Goethe é a que está à esquerda, dentro dessa estrutura de vidro…
…e é um lugar ótimo pra tirar fotos lindas, tem até uma muretinha atrás para apoiar o celular, rs

Orto Botanico de Pádua: a parte nova

Passando por um corredor alto, com paredes feitas de plantas e com a vista da Basílica de Santo Antônio ao fundo, chegamos à parte mais nova do jardim botânico, o Jardim da Biodiversidade.

Trata-se de uma estufa enorme, dividida em cinco áreas, que reúnem espécies de plantas de cinco climas diferentes: topical, tropical sub-úmido, temperado, mediterrâneo e árido. E, claro, tem plantas da Amazônia!

Essa parte é mais voltada para educação e tem mais cara de museu mesmo, com paineis explicativos sobre cada tipo de clima e, o que achei mais interessante, sobre a importância das plantas no desenvolvimento das sociedades.

Ele até levanta a questão de que, na verdade, foram as plantas que domesticaram os homens, e não o contrário, visto o quanto dependemos delas para tudo, de produzir alimento a confeccionar roupas! Vale muito andar pelo corredor principal com calma, lendo tudo e refletindo sobre nossa relação com o meio ambiente. Para quem tem crianças, imagino que esta parte seja a mais legal!

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Vale a pena visitar o jardim botânico de Pádua?

Essa vista!!!!!

Na minha opinião, sim, vale! É um passeio diferente, tranquilo, de onde você sai naquela alegria de ter visto um monte de coisa bonita e histórica e aprendido várias coisas que nem esperava.

Sei lá, eu gosto!

Mas… Acho que a estação do ano influencia na experiência. Eu fui – pela primeira vez, visto que agora moro aqui e posso ir outras – no começo do outono, então ainda tinham algumas flores, mas as plantas já davam sinais de que a temperatura mais fria e os dias mais curtos estavam começando fazer as folhas caírem.

A primavera deve a melhor época, porque as estações na Itália são bem marcadas e, com certeza, aquele lugar deve ficar todo florido e lindo! Mas volto daqui a alguns meses para contar 😉

No entanto, acho que a visita não deve depender da estação. O Orto Botanico é um lugar histórico, com uma boa estrutura para receber visitantes o ano todo.

Você gosta desse tipo de passeio, mais… contemplativo? Me conta nos comentários!

Serviço

Orto Botanico de Pádua
Via Orto Botanico, 15
Ingresso: 10 euros
Site oficial

Orto Botânico de Pádua: o passeio “obrigatório” que ninguém te contou

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  • Sobre

Giovana Penatti

Oi 🙂 Meu nome é Giovana, sou jornalista e criei o Beijo e Ciao para falar sobre viagens: dicas de passeios, lugares incríveis, experiências transformadoras e as dores e alegrias de morar fora! Originalmente, sou de Piracicaba-SP. Hoje, moro na Itália. Para saber mais sobre o blog e entrar em contato, clique aqui!

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