Os 10 mandamentos do viajante babaca

Os 10 mandamentos do viajante babaca

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Uma das coisas pelas quais eu MAIS prezo sempre que falo de viagens é quanto às responsabilidades de quem viaja. Não são todas obrigações, mas coisas que podem te fazer apreciar mais o tempo que passar em outro lugar e, principalmente, não causar um impacto negativo quando for embora.

Neste post, resolvi fazer o contrário: falar sobre o que NÃO fazer em viagens pra garantir tanto que você vai aproveitar ao máximo quanto vai conhecer novos lugares de uma forma ética e responsável. Ou, em outras palavras, são 10 coisas que você pode deixar de fazer pra não ser um babaca!

Eu garanto: é super simples, você dificilmente vai sofrer pra por qualquer uma dessas coisas em prática e, no fim, tenho certeza que vai agradecer pelas novas ideias 😉

1. Se recusa a entender a cultura do lugar

Foto por Avnish Choudhary/Unsplash

Se todo lugar fosse igual, não teria motivo pra você sair da sua cidade. Então, por que se recusar a entender e experienciar a cultura de um outro lugar?

Uma das coisas mais legais em viajar é justamente conhecer o novo, ver como outras pessoas encaram suas realidades e descobrir novas formas de viver. E isso vai de costumes do dia a dia a roupas usadas e até a comida!

Aliás, um jeito bem simples de não ser babaca viajando é fugir de grandes cadeias de fast food – tenho vontade de enfiar um garfo no olho de quem fala que foi pro Japão e só comeu McDonald’s.

2. Espera que todo mundo trate ele de forma especial

Repita comigo: você não pode cobrar os outros pelo que você faria no lugar deles. E isso vale também para a forma como você trata turistas no seu país e a forma como as pessoas te tratam fora dele.

Não tô falando de quem é grosso – também odeio grosseria,  fico puta da vida, sou grossa de volta a maior parte das vezes. Mas sobre tratamento especial, mesmo: esperar que alguém estenda o tapete vermelho pra você só porque você é turista é uma grande babaquice, especialmente em lugares SUPER turísticos, onde literalmente todo mundo que a pessoa vê no dia é de outra cidade ou país!

Foto por Gianandrea Villa/Unplash

3. Esquece que as outras pessoas NÃO estão de férias

Foto por Sean Foley/Unsplash

Continuando do item anterior: até porque, apesar de você estar de férias, a maior parte das pessoas não está! As pessoas que vão cozinhar e servir sua comida, arrumar seu quarto no hotel, dirigir seu ônibus… Nenhuma delas está passeando.

E não acho que seja necessário falar isso, porque é o mínimo que você deve fazer, mas vamos lá: entenda que o turista é você e respeite o fato de que outras pessoas têm suas vidas normais durante as suas férias. Aliás, é justamente tendo esse tipo de olhar que você vai conseguir perceber e entender como é o dia a dia nesse lugar!

4. Leva coisas além do que fotos

Foto por Matt Cannon/Unsplash

Conchas do mar, pedras, flores… Tudo isso pertence à natureza. Pode ser só uma conchinha pra você, mas e se cada um dos 38,3 milhões de visitantes que a Tailândia recebeu em 2018 tivesse pensado exatamente como você?

Faz parte da nossa responsabilidade como turistas e viajantes deixar o lugar exatamente como encontramos – e até melhor, se pudermos ter um impacto positivo! Sabe uma boa forma de fazer isso? Comer no restaurante local, em vez de ir ao McDonald’s. Tomar café da manhã no café perto do Airbnb, em vez de ir todo dia no Starbucks. Não arrancar uma flor pra tirar uma foto com ela no seu cabelo, mas pegar uma que já está caída para fotografar.

5. Não se importa em aprender ao menos algumas palavras no idioma

Aprender ao menos um pouquinho do idioma do lugar onde você vai é, além de uma coisa bastante simpática de fazer (como você se sente estrangeiros te agardecem com ‘obrigado’ no Brasil?), algo que pode realmente te ajudar a se comunicar lá. Frases simples, como para pedir informação sobre a localização e perguntar preços – e, claro, entender a resposta! – podem ser muito úteis em uma viagem, especialmente se o lugar não for super turístico.

Afinal, esse tópico também vale pra quem acha que o mundo inteiro fala inglês: não, não é todo mundo, nem toda cidade, que é fluente em inglês! Já perdi a conta de quantas pessoas me perguntam se dá pra fazer a cidadania italiana na Itália sozinho e só falando inglês…

Foto por Frida Aguilar Estrada/Unsplash

6. Pesa no rolê

Foto por Kyle Arcilla/Unspash

Às vezes, a gente tá de mau humor mesmo. Mas deixar o mau humor estragar a viagem é coisa de adolescente; adultos têm controle sobre suas emoções e não pesa no rolê, especialmente se estiver viajando em grupo.

Mesmo que dê tudo errado, que a viagem seja um perrengue atrás do outro, que o destino seja uma decepção e você queira passar o tempo todo no hotel esperando chegar o dia de ir embora, nada vai ficar melhor se você não se esforçar pelo menos um pouco pra mudar isso. Afinal, a viagem é o que ela é; é a sua percepção em relação a ela que pode mudar. E isso não quer dizer que você vai se forçar a gostar de tudo, mas, sim, entender que aquela é uma experiência que, logo, vai virar uma memória. É você quem escolhe se ela vai ser boa ou ruim.

7. Acha que só ele viaja do “jeito certo”

Foto por Ian Liberry/Unsplash

Tem coisa mais insuportável que viajante arrogante?! Aquele que acredita ser o detentor das verdades absolutas sobre os melhores destinos, passeios, meios de transporte e até acomodações? Que sempre tem uma história melhor que a sua, uma experiência que foi mais inesquecível, um perrengue maior?

Não seja essa pessoa. Não ache que só existe um jeito de viajar, e nem que o seu é o melhor de todos. Cada um sabe o onde aperta o calo no fim do dia, o tamanha da própria conta bancária e até o que está e não está disposto a viver em uma viagem. Já diria Buda: deixa os cara.

8. Não sair da zona de conforto

Entendemos que cada um viaja de um jeito e não existe “jeito certo” ou “jeito errado” de viajar, né? Mas isso também não quer dizer que você vai ficar dentro do seu cercadinho e não se permitir experimentar, testar os próprios limites e sair da sua zona de conforto!

Cada um sabe quais são os próprios limites e o que dá e não dá pra superar. E, muitas vezes, simplesmente entrar num avião já é uma superação gigantesca! Acho que viajar é, inevitavelmente, vivenciar coisas que não vivenciaríamos em casa. Sair da nossa zona de conforto é, bem, desconfortável, mas a recompensa pode ser uma delícia!

Foto por Aukon7/Unsplash

9. Tratar animais como atração turística

Foto por Johan Mouchet/Unsplash

Tirar foto com leão dopado, assistir a shows de baleias adestradas, passear de elefante, brincar com filhotes de tigres, nadar com golfinhos em tanques… A lista vai longe, e a probabilidade de todas essas experiências envolverem algum tipo de crueldade animal é BEM alta. E nem dá nem pra dizer que não sabia que era desse jeito: em 2020, não faltam artigos, vídeos e documentários sobre o assunto.

Mas dá pra ter uma convivência mais ética com animais em viagens. Por exemplo, há santuário em todo o mundo onde você pode ver animais resgatados – sem contato – e até passeios nos quais os turistas visitam os animais em seus habitats, como savanas e mergulhos no oceano. Recomendo a leitura deste post e deste, que também falam desse assunto e trazem mais alternativas pra você ficar esperto quando surgir a “oportunidade” de interagir com um animal em uma viagem.

10. Não tirar a cara do celular

Foto por Priscilla Du Preez/Unsplash

O celular pode substituir o mapa, a câmera fotográfica, o bloco de notas, o telefone… E justamente por isso é muito fácil permitir que ele se torne uma peça central e indispensável demais numa viagem. É importante ter o celular à mão? Claro! Mas depender dele pra tudo mais atrapalha e te impede de realmente viver o lugar do que te ajuda, eterniza memórias e te permite dividir o que está vivendo ali.

Uma dica prática, que eu mesma uso: quando viajo, faço vídeos e fotos o tempo todo… E só posto quando estou no hotel. Assim, eu não abandono o momento pra pensar em legenda, hashtag, todas essas coisas.

Tem alguma recomendação pra evitar ser um babaca por acidente numa viagem? Me conta nos comentários!

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Giovana Penatti

Oi 🙂 Meu nome é Giovana, sou jornalista e criei o Beijo e Ciao para falar sobre viagens: dicas de passeios, lugares incríveis, experiências transformadoras e as dores e alegrias de morar fora! Originalmente, sou de Piracicaba-SP. Hoje, moro na Itália. Para saber mais sobre o blog e entrar em contato, clique aqui!

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