O jeito errado de visitar a Capela Sistina

O jeito errado de visitar a Capela Sistina

Acho que podemos dizer com um certo grau de segurança que minha primeira vez em Roma foi toda meio errada. Depois de falhar ao ir de graça ao Coliseu, minha visita à Capela Sistina também não foi tão boa.

Na verdade, não foi o que eu esperava e saí do Vaticano com um sentimento forte de chateação comigo mesma.

Digo comigo mesma porque sei que a culpa foi minha. Afinal, a expectativa é a mãe da frustração e, se milhares de pessoas visitam aquele lugar todos os dias e saem maravilhadas, menos eu, é fácil encontrar o problema, né?

Mas, ao pensar um pouco antes de escrever um post do tipo X motivos para não visitar o Vaticano, identifiquei também o que eu poderia ter feito de diferente para aproveitar mais a visita. Ou melhor, os motivos pelos quais minha visita à Capela Sistina foi feita do jeito errado!

Com pressa

Para chegar à Capela Sistina, é necessário adquirir o ingresso também para os Museus do Vaticano. A Capela será o último ponto da visita.

Você passará por diversas salas e galerias com obras de arte e objetos antiquíssimos, que merecem um tempinho para serem compreendidos. Não se afobe com a multidão que anda a passos minúsculos e te incentiva a passar batido, ou com as placas do próprio museu que indicam, sempre, a Capela Sistina.

Separe ao menos três horas para esse passeio todo. Assim, você pode realmente aproveitar e conhecer com calma uma das maiores coleções de arte do mundo!

Foto muito mal tirada da minha parte preferida: os mapas! Fiquei um bom tempo tentando achar cidades que já conheci na Itália. Esse mostra Bolonha!

Sem paciência

Eu fui para Roma na baixa temporada, em fevereiro. Imagino que, na alta temporada, beire o insuportável: é muita gente tentando fazer a mesma coisa ao mesmo tempo. Turismo tem dessas!

É cheio, mas é lindo

Nos Museus do Vaticano, mesmo na baixa temporada, a caminhada se assemelha a uma procissão. Os corredores não são lá muito largos, então todas as salas ficam lotadas. Muita gente para de andar do nada para apreciar uma obra ou outra, ou então para fazer uma foto. Faz parte, e, com certeza, você também vai fazer isso!

Paciência é primordial, tanto para passar pela multidão como para segurar a ansiedade para ver a Capela Sistina, que é a grande estrela do passeio.

Para driblar um pouco esse problema, a dica é aproveitar o agendamento ao comprar pelo site e ir o mais cedo possível. Eu fui às 11h30 e já estava bem cheio; quando fui embora, por volta das 14h, a fila estava maior ainda.

Com expectativas

Então, chegamos à Capela Sistina – e à minha grande polêmica do Instagram: eu não gostei.

Não tem nada de errado com a Capela Sistina, mas eu esperava outra coisa. Primeiro, o próprio nome diz que é uma capela; então, ela não é muito grande, ainda mais com o tanto de gente que está lá ao mesmo tempo.

Estou confusa com o tamanho da Capela Sistina agora

Como você pode imaginar, ela fica lotada. Então, também não é exatamente confortável – não tem onde se sentar, por exemplo, para olhar tudo com calma. Talvez isso seja proposital, para manter o fluxo.

Ah, e não pode tirar foto lá dentro. Pelo amor de Deus, não tire fotos lá dentro. Não tanto por ser proibido, mas mais porque é um saco querer apreciar em silêncio os afrescos de Michelangelo e o tempo todo ouvir um guarda gritando no pictures! Sério, atrapalha a experiência de todo mundo. Garanto que é possível apreciar a visita sem fazer fotos dela…

Em resumo, estar na Capela Sistina foi, para mim, uma experiência um pouco vazia de significado e de importância: não me emocionei, não me espantei e, sinceramente, não achei tão bonita; vi obras de Michelangelo que me impressionaram mais em Florença (sinceramente, a história do rabisco no Palazzo Vecchio me foi bem mais interessante!).

Uma das coisas mais legais que vi na Capela Sistina ao vivo: a parede do Juízo Final com o auto-retrato de Michelangelo. Tente encontrar! 😉

Talvez o que tenha me impressionado de verdade foi lembrar que Michelangelo fez tudo aquilo sozinho! Pensar na altura dos andaimes, na precisão das pinceladas e na paciência para pintar o teto todo ao longo de quatro anos foi o que mais me espantou.

Mas o que eu achei, lógico, não é necessariamente o que você vai achar. Cada um tem uma experiência diferente ao visitar os lugares, e não duvido nada que, na minha próxima visita ao Vaticano, eu mesma acabe aproveitando bem mais, sem a ansiedade de como será encontrar o que tem lá! Por isso, não se afete pelo meu relato e vá, sim, visitar a Capela Sistina. 😉

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  • Sobre

Giovana Penatti

Oi 🙂 Meu nome é Giovana, sou jornalista e criei o blog para falar de viagens, da vida viajando, da falta que faz viajar! Originalmente, sou de Piracicaba-SP. Hoje, moro na Itália. Sou formada em jornalismo, tenho um cachorro chamado Bernardo, gosto de pizza e roo unhas o tempo todo. Para saber mais sobre o blog e entrar em contato, clique aqui!

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