Por que eu NAO me hospedo mais em hostels

Por que eu NÃO me hospedo mais em hostels

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Eu sempre achei hostel uma coisa muito legal, especialmente para quem viaja sozinho. É uma chance de fazer amigos, arrumar companhia para dar uma volta, praticar outros idiomas… Tudo isso a um custo baixo de hospedagem e normalmente com uma localização bem privilegiada.

Mas, de uns tempos para cá, tomei a decisão de não ficar mais em hostels quando viajo, apesar de todas as vantagens que me fizeram preferi-los até agora.

O último em que fiquei foi o We_Hostel, em Bolonha, e a recomendação que fiz aqui no blog é real: foi o melhor hostel no qual já me hospedei… Mas eu preferiria ter ficado em outro tipo de acomodação.

1. Privacidade

Quando fui para o Rio de Janeiro durante a Olimpíada, em 2016, jurei que nunca mais ficaria num quarto compartilhado na vida depois que a garota no beliche acima do meu decidiu transar com um atleta canadense ali mesmo. ><

Não foi a primeira vez que isso aconteceu comigo e provavelmente é uma das experiências mais comuns em hostels. Mas foi quando eu percebi que preferia pagar um pouco mais e ter ao menos um quarto individual, onde posso respeitar meu próprio horário de sono e não me preocupar tanto com minhas malas. Afinal, conseguir descansar quando você está viajando é essencial para aproveitar bem e isso rolava bem quando eu tinha 22 anos… Agora, já não consigo mais.

rio de janeiro 2016
Se você foi ao Rio de Janeiro durante a Olimpíada e não tirou essa foto, você não foi ao Rio de Janeiro durante a Olimpíada

2. Roommates

A ideia de ter roommates que não conheço nunca me foi muito problemática ao pensar num quarto compartilhado de hostel. Até que fui colocada em um quarto compartilhado misto… no qual eu era a única mulher. Não aconteceu nada, mas não fiquei tranquila como gostaria, ainda mais com um dos caras dando em cima de mim mais cedo!

Além disso, dividir o quarto significa se adaptar a outras rotinas diferentes da sua, com pessoas que têm outros planos de viagem, acordam mais cedo, dormem mais tarde, falam no volume que acharem certo, roncam alto.

Nada disso precisa ser um grande problema, depende da tolerância de cada um. Mas agora priorizo ter que lidar apenas com meus próprios horários.

Leia também: Hospedada com a melhor vista de Milão

3. Trabalho remoto

Hostel Cat, em Las Vegas: o party hostel mais legal no qual já fiquei!

Como trabalho remotamente, às vezes preciso fazer uma pausa no meio de uma viagem para escrever algum texto, responder algum email ou coisas do tipo. Normalmente, é só me fechar no quarto por uma ou duas horinhas que está tudo certo, ou então levar o notebook para um café e aproveitar um pouco da atmosfera da cidade nesse tempinho (é meu jeito preferido, mas nem sempre rola).

Mas há vezes em que preciso trabalhar tarde da noite, e, se dividisse o quarto com alguém, precisaria ir até a área comum para não incomodar os outros com o barulho do teclado ou a luminosidade do computador. Isso ainda poderia ser um problema, visto que a maioria dos hostels tem uma atmosfera festeira que pode me atrapalhar nesses momentos (mas só nesses, porque eu gosto BEM de uma festa).

Mas posso fazer isso sem incomodar ninguém se estiver em um quarto privado.

4. A graça da solidão

Viajar sozinha é uma delícia em grande parte por ser um dos únicos momentos em que estamos verdadeiramente sozinhos. E eu acho isso ótimo: existe uma graça subestimada na solidão, em ficar só com seus pensamentos, fazendo o que bem entender e trocando uma ideia consigo mesma. É uma oportunidade muito rara de autoconhecimento, além de expandir seus horizontes por estar em outro lugar.

Uma das coisas que mais gosto de fazer depois de estar o dia todo passeando é tomar um banho, ligar a TV e organizar as fotos e anotações da viagem, enquanto também penso sobre tudo o que vivi, sem interrupções. Por isso, um quarto individual faz mais sentido para mim também por isso: posso espalhar tudo, criar minha bagunça e levar o tempo que quiser para me organizar.

b&b verona
Eu juro solenemente fazer toda a bagunça que eu puder com as minhas coisas e arrumar tudo antes do checkout

5. Preços competitivos

É claro que todo mundo prefere ficar em um quarto individual em vez de um hostel, mas nem sempre a grana concorda com isso. Mas, nas ultimas viagens que fiz pela Itália, percebi que o valor de um quarto compartilhado num hotel para um quarto privado num bed & breakfast não era tão diferente!

E, se der sorte, ainda ganha um mimo desses ao se hospedar no B&B na noite de Natal!

Na verdade, com um pouco de sorte, você consegue achar até uma promoção em que o B&B sai mais barato que o hostel – foi o que aconteceu quando fui para Verona no Natal. Desde então, já priorizo B&B nas buscas no Booking e, mesmo que não seja necessariamente mais barato ou o mesmo preço de um hostel, a diferença por um pouco mais de conforto acaba valendo a pena.

Por que Bed & Breafkast?

Os B&B costumam ser mais baratos que hotéis, porque têm uma estrutura bem menor: muitas vezes, são quartos na casa de quem hospeda. Mas, ainda assim, são mais confortáveis que hostels pelo mesmo motivo: não é um lugar de festa ou de muita socialização, só de… dormir e tomar café da manhã!

Então, esse tipo de hospedagem não é tão impessoal nem tem tanta mordomia quanto um hotel, mas garante mais privacidade e conforto, que são duas coisas essenciais para mim, hoje, quando viajo.

Nada disso quer dizer que eu seja contra hostels ou que nunca mais me hospede em um (mas, sendo sincera, é bem provável que eu nunca mais me hospede em um). Quando comecei a viajar sozinha, cada centavo era importante para que eu conseguisse conhecer os lugares que queria e, por isso, me hospedar em quartos compartilhados eram minha única alternativa (mea culpa: o modelo de couchsurfing, que é gratuito, nunca me inspirou muita confiança). Além disso, sempre me divertia nas festinhas e passeios em grupo!

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Por que eu NÃO me hospedo mais em hostels

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  • Sobre

Giovana Penatti

Oi 🙂 Meu nome é Giovana, sou jornalista e criei o blog para falar de viagens, da vida viajando, da falta que faz viajar! Originalmente, sou de Piracicaba-SP. Hoje, moro na Itália. Sou formada em jornalismo, tenho um cachorro chamado Bernardo, gosto de pizza e roo unhas o tempo todo. Para saber mais sobre o blog e entrar em contato, clique aqui!

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