O melhor post para ler antes de ir para Cunha – SP!

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Antes de ir para Cunha, procurei informações em vários sites e blogs para saber o que tinha para fazer lá. Eu sabia do Lavandário, mas tinha certeza que havia algo mais!

E estava certa: Cunha ficou famosa pelos campos de lavanda há poucos anos, mas, tradicionalmente, é a cidade da cerâmica e tem no ecoturismo boa parte de suas atrações.

Logo descobrimos que, mesmo tendo lido bastante coisa, há poucas informações sobre visitar Cunha na internet. Isso tem um lado superbom: pudemos descobrir muita coisa sozinhos, explorando e criando nosso roteiro de forma espontânea – que é, eu acho, o melhor jeito de viajar: tendo uma noção do que fazer, mas permitindo que surpresas aconteçam!

Então, depois de quatro dias lá conhecendo, no nosso ritmo, o que a cidade tinha para oferecer, trago este post com TUDO o que aprendi sobre Cunha. E já adianto: um fim de semana não é o bastante!

Quando visitar Cunha

Não existe uma época do ano ruim para conhecer Cunha, nem uma alta ou baixa temporada bem definida: há atrações o ano todo!

Em janeiro, ocorre um festival de jazz. Em fevereiro, tem Carnaval. Em abril, a  Festa do Pinhão, que é a mais tradicional da cidade. Junho, festa junina. Julho, o Festival de Inverno. Agosto, Festival Gastronômico. Outubro, Festival da Cerâmica. Novembro, Festival da Truta. E, em dezembro, Natal e Reveillon.

Para ver todas as festas e suas datas, visite o site da prefeitura de Cunha.

Se você se preocupa com as lavandas estarem em flor, mais uma boa notícia: elas florescem o ano todo! Então, não precisa se programar para ir apenas na primavera; em qualquer época do ano, você pode encontrar abelhas visitando as pontas roxinhas.

No entanto, é importante ficar de olho nos dias da semana que visitará a cidade: praticamente TUDO fecha de segunda a quinta-feira! Nós quase nos demos mal por causa disso: ficamos de sábado a terça-feira na cidade. Ainda bem que priorizamos alguns passeios no fim de semana e deixamos para conhecer Paraty na segunda-feira.

Então, recomendo ir entre quinta-feira e domingo, para não ter que se preocupar tanto com as atrações estarem fechadas. Mas, claro, confirme antes!

Como chegar em Cunha

Cunha fica entre Guaratinguetá, em SP, e Paraty, no RJ. É possível chegar de ônibus na rodoviária da cidade e de carro. O Google Maps saberá te indicar o caminho direitinho, mas vou destacar algumas coisas:

  • Apesar de serem só 50km entre Guaratinguetá e Cunha, ela fica na serra. Então, esse trajeto demora fácil mais de 50 minutos! A estrada é cheia de curvas e precisa de atenção. O bom é que dá pra admirar a paisagem com calma!
  • Se estiver vindo de Paraty, tome ainda mais cuidado: a estrada da serra é PÉSSIMA, com trechos em que vira uma pista só e sem acostamento.
  • Todos os pedágios de São Paulo a Cunha ficam em cerca de R$ 30.

Onde comer em Cunha

Tenho três recomendações de onde almoçar ou jantar em Cunha:

A primeira fica ao lado da praça central e é um misto de loja de antiguidades, restaurante italiano e cervejaria. Ao chegar, você atravessa o ambiente lindamente decorado com as peças à venda. Então, é recepcionado por um atendente do Il Pumo, o restaurante, e da Reale, a cervejaria.

Eles atendem juntos, mas têm funcionamento independente. Então, você pode tomar uma cerveja artesanal, feita na cidade, enquanto come um prato de massa tão fresco que nem na Itália comi um molho pesto tão gostoso! E o melhor é o preço: as cervejas custam em média de R$ 25 e as massas, R$ 35.

Na última noite em Cunha, fomos novamente lá e, dessa vez, o marido pediu um prato da cervejaria: era um kassler com dois pedaços grandes de lombo, salada de batatas, pão feito com a levedura da cervejaria e mostarda caseira que saiu por R$ 45. Vale muito a pena conhecer!

A segunda é o Kallas da Serra, um restaurante familiar que fica no caminho para Paraty e foi uma surpresa ótima. É fácil de ver: eles têm uma plantação de copos de leite que pode ser vista da estrada – e, claro, visitada. Lá, nós comemos um pratão de comida caseira deliciosa por R$ 30, além de comprar alguns produtos feitos lá mesmo (o marido não resiste a um licorzinho) e passear pela propriedade.

Não é muito grande, mas vale conhecer a plantação de copos de leite, de amoras e se balançar em cima do riozinho que passa atrás. Um ambiente super gostoso para um almoço preguiçoso de férias!

E, por fim, um salvador de vidas, caso você também esteja morrendo de fome tarde da noite e só queira comer algo rapidinho: a Padaria do Celso, que também fica na praça principal, serve lanches até as 22h30.

Parece idiota recomendar uma padaria quando falamos onde comer na cidade, mas foi realmente o que nos salvou na segunda-feira, quando TUDO estava fechado e chegamos de Paraty mortos de fome. Então, se você passar por esse aperto, nem precisa rodar a cidade toda atrás de algo (como nós fizemos): pode ir direto lá que é sucesso!

O que fazer em Cunha

Vou dividir esta parte em dias, seguindo o nosso roteiro – que, como falei, foi sendo montado meio na hora!

Recomendo que você faça o mesmo: baseie-se no nosso itinerário para ter uma noção do que tem para fazer lá e quanto tempo dedicar a cada atividade. Mas permita que a cidade te surpreenda!

  • Dia 1: como chegamos no fim da tarde, fomos ao Lavandário e ao Contemplário para ver as lavandas – e o por do sol entre as montanhas lindas de Cunha! Neste post, falo sobre as diferenças e semelhanças entre o Lavandário e o Contemplário.

  • Dia 2: dia de ver a natureza: começamos passeando pelas cachoeiras do Mato Alto, do Pimenta e do Desterro. Neste post, falo mais sobre cada uma delas e sobre como chegar! Depois, infelizmente, o tempo virou e estava super nublado na hora de fazer a subida da Pedra da Macela… Mas, ainda assim, topamos o desafio!

Leia também: Subindo a Pedra da Macela, em Cunha: uma lição de resiliência

  • Dia 3: descemos para Paraty e passamos o dia lá. Como estava nublado, não fizemos nenhum passeio de escuna, nem pegamos praia; só ficamos zanzando pelo centro histórico – um passeio bem gostoso e que vale a visita à cidade!

  • Dia 4: depois de fazer o checkout na pousada, passamos para ver a Igreja Matriz rapidinho (no sábado estava tendo um casamento e parecia ser muito bonita; é mesmo!) e, depois ver cerâmicas e comprar lembrancinhas na Casa do Artesão, que reúne obras de diversos artistas da cidade. Também visitamos o ateliê Suenaga & Jardineiro, um dos que fica ali perto. Infelizmente, como era terça-feira, só ele estava aberto. Passamos também na fábrica da Cervejaria Reale e compramos algumas cervejas para trazer de volta e, depois, na Fazenda Aracatu para comprar queijos e outras comidinhas locais!

O que não vimos (lembra que falei para ir de quinta a domingo??), mas gostaríamos: O Olival, Cervejaria Wolkenburg, Ateliê Doiis, Parque da Serra do Mar e Pedra da Macela sem neblina 😉

Pousada em Cunha

Há pousadas de todos os tipos e bolsos em Cunha. Nós procurávamos algo simples: um bom custo-benefício, onde pudéssemos ficar no meio do mato e ter conforto!

A escolhida foi a pousada Viajantes do Tempo, que fica a 3km do centro da cidade, num vale. Ela foi aberta há um ano e os donos pretendem fazer melhorias, mas, para nós, já está ótima: é muito confortável, silenciosa, com quartos amplos e uma cama que era difícil sair!

Pra completar, o café da manhã era maravilhoso! Tudo que é possível, eles fazem lá mesmo: queijos, leite, geleias, pães recheados, pão de queijo, bolos… E sempre acompanhado de um bate-papo gostoso com Eyane e Horácio, os donos da pousada.

Não tirei foto da pousada, então tive que pegar do Booking mesmo!

Então, não tem como terminar esse post sem recomendar a pousada para quem procura uma recepção intimista e carinhosa em Cunha!

Clique aqui para fazer sua reserva na Viajantes do Tempo 😉

Se preferir ver outras pousadas em Cunha, clique aqui!

Mapa

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  • Sobre

Giovana Penatti

Oi 🙂 Meu nome é Giovana, sou jornalista e criei o Beijo e Ciao para falar sobre viagens: dicas de passeios, lugares incríveis, experiências transformadoras e as dores e alegrias de morar fora! Originalmente, sou de Piracicaba-SP. Hoje, moro na Itália. Para saber mais sobre o blog e entrar em contato, clique aqui!

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